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Inovação não é resultado de pesquisa, é produto de mercado As maneiras de incentivar o desempenho e a competitividade das empresas se baseiam em dois fatores importantes. O primeiro é que as inovações tecnológicas de nada servem se ficarem nas prateleiras, daí a importância da eficiência comercial. A outra questão é que todos devem buscar a inovação, visando melhorar a inserção de suas organizações no competitivo mercado internacional. Esse foi tema central da palestra Inovação – da formação de “inovadores” à eficiência comercial, proferida por Michel Brunet, Adido para a Ciência e Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo, no evento Manhã Produtiva, promovido pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) no dia 25 de julho. O evento, sempre aberto ao público, é realizado mensalmente pelo IBQP com o objetivo de reunir empresários, acadêmicos e demais profissionais para discutir temas inovadores. Além do interesse que o assunto desperta, a exposição foi muito procurada por ter sido ministrada por Michel Brunet, profissional de renome nacional em Ciência e Tecnologia, formado em Engenharia pela Escola Nacional Superior de Engenharia de Construções Aeronáuticas (ENSICA); Doutor em Automação pela UPS; Administrador pelo Instituto da Administração de Empresas (IAE) e Executive MBA pelo HEC-CPA, tendo sido também o responsável pela criação e direção geral de várias empresas inovadoras. Na primeira parte de sua explanação, Michel Brunet falou sobre a eficiência comercial e destacou pontos que considera importante, como a eficácia nas vendas, a constituição dos clientes e a qualidade da equipe de vendas. Para ele, “bom vendedor é aquele que gosta e conhece a técnica, tem boa cultura geral, conhece o funcionamento da empresa, tem cultura técnica, constitui um dossiê comercial e tem uma metodologia adequada”. Para Brunet, as ferramentas do vendedor devem abranger um método que envolve 10 mandamentos de eficiência comercial: capitalizar a informação; compartilhar; acompanhar a produtividade; verificar a necessidade, o orçamento e a vontade nos clientes; medir o desempenho; se ajustar ao potencial do cliente; prever; ter “inteligência econômica do campo”; trabalhar com transparência e fazer um plano de qualidade. “Tudo isso deve ser considerado, porém sem perder de vista o diálogo aberto com o departamento comercial sobre informações factuais”, destacou. Na segunda parte da palestra, Michel Brunet abordou a importância de ser inovador, e enfatizou: “em tecnologia, inovação não é resultado de pesquisa, mas um produto de mercado”. Falou ainda da inovação nas áreas de serviço, mecanismos e métodos, ambições, estruturas, política, gestão de patrimônio e comportamento. Em função de sua larga experiência junto à empresas, Brunet comentou também sobre o perfil do inovador, que segundo ele são dois tipos: o inato e o adquirido. O Inato é aquele que já trás em sua personalidade a postura inovadora, ou seja, é uma pessoa ativa, tem senso crítico, é imaginativo e gosta de correr risco, características que o tornam naturalmente um empreendedor. Já o inovador adquirido pode ser uma possibilidade para todos, pois a pessoa tem a possibilidade de se tornar um inovador. “Além de poder buscar, ser treinado e se formar, a pessoa pode se revelar um inovador em seu próprio ambiente de trabalho”, salientou. Para finalizar sua apresentação, Brunet comentou que o Brasil salvou sua vida, pois teve a oportunidade de trabalhar neste país, e elogiou a criatividade e maneira de viver do povo brasileiro. |
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