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Productive Morning

Empresas precisam se preparar para conquistar padrões internacionais
            A produtividade sistêmica e a gestão de alto desempenho, com foco na competitividade, foi o tema do evento Manhã Produtiva realizado nesta quarta-feira pelo IBQP. Mas, para o diretor presidente do Instituto, Carlos Artur Krüger Passos, a obtenção de permanentes instrumentos na produtividade e qualidade só é possível quando a empresa cria um ambiente inovativo, pois é a inovação que conduz no aumento da produtividade e da qualidade.
            O conceito de produtividade sistêmica, criado pelo IBQP, foi definido por Wilhelm Meiners, coordenador de projetos do Instituto, como um jogo de ganha ganha e não de ganho e perda. “Não é uma disputa, mas uma busca que beneficie a todos, diz Meiners, pois ninguém é produtivo sozinho, mesmo que seja muito eficiente, por isso, “ganhar” os trabalhadores é fundamental para a produtividade. Essa opinião é compartilhada por Alexandre Fasolo, representante regional de pós-venda da Volvo, que apresentou o Programa “Sou 100% Volvo”, um case de sucesso da empresa na área de produtividade e qualidade em serviços. Segundo ele, “se os colaboradores não perceberem que a liderança da empresa está envolvida com todos os processos referente à produtividade e a qualidade, não haverá sucesso em qualquer empreendimento”.
            O Programa “Sou 100% Volvo” tem por objetivo gerar um diferencial competitivo para a marca, oferecendo um produto ampliado: veículo premium e um serviço excelente. Para tanto, a empresa mantém pesquisa contínua sobre seus serviços, obtendo assim os sinalizadores de seus investimentos no atendimento ao cliente.
            Outra experiência bem sucedida, baseada na sustentabilidade, foi apresentada por Humberto Cabral, diretor geral da Embafort Embalagens Industriais. Ele atribui o sucesso da Embafort a três fatores: “somos uma empresa ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável”. Cabral também enfatizou a inovação como uma importante ferramenta na gestão empresarial.
Nas duas experiências apresentadas, diz Wilhelm Meiners, a produtividade sistêmica foi o instrumento de medição e planejamento das ações voltadas para a competitividade e crescimento nos negócios. Ou seja, a metodologia permitiu a elaboração de um diagnóstico para identificação de áreas com problemas, bem como a recomendação da terapia, a adoção das ferramentas e as medidas mais corretas para sua solução. Meiners comentou também sobre a importância de disseminar o conceito de produtividade sistêmica junto às organizações brasileiras, como forma de prepará-las para competir no mercado internacional, pois o Brasil tem um índice de produtividade de apenas 20% comparada à produtividade norte-americana. Indicadores elaborados pelo IBQP revelam que enquanto um trabalhador brasileiro produz em média US$ 10,42 dólares por hora, o trabalhador norte-americano produz US$ 50,63 e o europeu US$ 47,63. Tais deficiências brasileira são explicadas pela menor qualificação técnica do trabalhador e atraso nas máquinas e equipamentos, sobretudo das atividades informais, mas, mais de 60% deve-se a atrasos relativos à difusão de inovações de processos e produtos. A adoção de métodos de produção mais eficientes e inovadores poderiam reduzir esta defasagem, ampliando o potencial de crescimento e competitividade da economia brasileira.
Na oportunidade, Meiners comentou sobre o curso de especialização em Gestão da Qualidade e Produtividade Sistêmica, realizado em parceria pelo IBQP e a UniBrasil, que tem por objetivo desenvolver competências para aplicação prática dos instrumentos da produtividade sistêmica e da gestão da qualidade nas empresas.
As inscrições para o curso estão abertas até o dia 15 de agosto, e podem ser efetuadas por meio do site www.unibrasil.com.br/site-pos. Informações pelo e-mail posgraduacao@unibrasil.com.br, ou pelos telefones (41) 3361-4242 e 3361-4218.