Esporte e lazer aumentam nível de produtividade
Para mostrar como a atividade física e cultural pode refletir na melhoria da qualidade de vida das pessoas e em especial no rendimento profissional, o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) abordou no Manhã Produtiva de março a Gestão do Esporte e Lazer como um tema inovador nas organizações. Três professores de Educação Física especializados no assunto e ligados ao Sesi falaram de suas experiência nas empresas e os resultados que elas alcançaram ao integrar trabalho, esporte e lazer.
Para Bruno Souza de Oliveira, especialista em Ergonomia e gestor do projeto Construindo Saúde, do Sesi/Senai na Escola Indústria Itinerante, “lazer é uma questão profissional que educa, transforma e provoca mudanças”. Esporte, passeio, festas e até o próprio descanso são partes integrantes da corporização do ser humano, além de serem importantes para revitalizar o potencial criativo dos trabalhadores. Esses aspectos são responsáveis pela saúde e bem estar, fator fundamental para que o indivíduo consiga se integrar e participar satisfatoriamente de todos os grupos sociais a que pertence. E quem vive bem produz mais e melhor, e certamente terá maiores chances de sucesso nessa empreitada, já que possui alguns dos pré-requitos para ser inovador.
A questão mais importante, comenta Roberto Costacurta, especialista em Educação Física Escolar e em Lazer, é como adotar essa prática no dia a dia das empresas. Segundo ele, “laser não é encher o tempo livre das pessoas com atividade, até porque, lazer é uma coisa muito pessoal”. Para ele, o mais importante é criar a cultura do esporte e do lazer no mundo do trabalho e, principalmente, fazê-lo com profissionalismo. Isso requer uma política de recursos humanos, pois de acordo com estudos recentes, as tendências revelam que o lazer será destaque econômico nos próximos anos. E Costacurta vai mais longe com a pergunta: com a perspectiva de uma longevidade maior das pessoas, como será a qualidade de vida nos anos a mais que ganhamos?
Nada está desligado, é preciso trabalhar, estudar, ter uma atividade física e lazer. Mas como tratar isso num mundo em que o tempo está cada vez mais escasso, e trabalho, estudo e lazer se misturam? De acordo com os profissionais do Sesi, aí entra o papel inovador das organizações, que ao adotar a gestão de esporte e lazer podem beneficiar seus colaboradores e se beneficiar do aumento de produtividade, com qualidade de vida melhor para todos.
Ficou claro na explanação dos profissionais, que o esporte tem uma linha bem definida, já o lazer não é somente uma atividade em si, mas um conjunto de fatores que reúne tempo, oportunidade de vivenciar experiências lúdicas, escolha, acesso a essas possibilidades, enfim, diz Sílvia Pessôa Teuber, especialista em Ciências do Movimento Humano, “o lazer é fundamentado por um combinação de fatores e está ligado ao prazer”.
O tema é vasto, porém simples. Depende de boa vontade e da visão dos dirigentes das empresas. A Volvo é um referencial importante nesse contexto, sua Associação de Funcionários, a Viking, tem 27 anos e oferece mais de 70 atividades esportivas, sociais, culturais e outras, além de promover bailes e passeios temáticos. Eduardo Giglio, gerente da Viking, conta que a associação trouxe grandes mudanças no perfil da empresa, e embora seja outra empresa, é tida como um departamento do RH da Volvo. Mas não é preciso ser grande para adotar uma gestão de esporte e laser, porém, diz Costacurta, “é importante que a empresa busque uma consultoria e receba um estudo aprofundado sobre a melhor opção de atividade a ser desenvolvida”.
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