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Productive Morning

Modelo de Excelência em Gestão
Irani Varela, Sérgio Queiróz e Noé Vieira dos Santos

Instrumento de gestão só tem valor se for sustentável

Para apresentar um modelo de excelência da gestão que permita auto-avaliação, diagnóstico e desenvolvimento do sistema de gestão de qualquer tipo de empresa, o IBQP reuniu em seu evento mensal, o Manhã Produtiva do dia 26 abril, Irani Varella, coordenador do grupo Gera Ação e assessor da Presidência da Petrobrás; Sérgio Queiroz Bezerra, gerente técnico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ); Cesarino C. Júnior, gerente de Excelência em Gestão da Eaton Ltda, e Noé Vieira dos Santos, coordenador do Movimento Paraná Competitivo (MPC). Eles abordaram o tema a partir dos critérios de excelência do Prêmio Paranaenses da Qualidade em Gestão (PPQG), realizado em parceria com a FNQ.

 Todos os palestrantes são da opinião que a aplicação do modelo de gestão de excelência requer bom senso e serve para todos tipos de empresas, das micro às grandes empresas multinacionais. Porém, o modelo precisa ser entendido e os profissionais capacitados, para que depois as práticas sejam implementadas conforme as necessidades da organização. “É importante investir nas pessoas para retê-las, senão a empresa estará treinando um profissional para mercado”, comenta Cesarino Jr, da Eaton. 

 Para pensar

 Com 31 anos de trabalho na Petrobrás, Irani Varella diz que gerenciar no Brasil é muito complexo porque temos crises em todos os setores em função da formação de nossa sociedade, que é carente. E como o Brasil não tem planejamento estratégico, o grande problema é que a cada dia é um recomeço e tudo é previsto para o curo prazo.
 As instituições brasileiras não têm 100 anos, a primeira universidade, por exemplo, a UFPR, é de 1912; e o ensino básico só passou a ser obrigatório em 1993, enquanto que na Alemanha a exigência data de 1908. Criamos o ensino superior antes do ensino básico, fomos o último país a abolir a escravatura, e demoramos muitos a nos profissionalizar. Vilella resgatou essas informações históricas com o objetivo de levar a platéia a pensar de forma diferente.

Segundo ele, “qualquer instrumento de gestão só será legítimo se tiver valor para a sociedade, e só será sustentável se estiver no interior dessa sociedade”. Em consonância com a filosofia do IBQP, ele disse ainda que não devemos olhar a sustentabilidade somente do ponto de vista econômico. “Não adianta ser competitivo no preço, a sustentabilidade deve ser vista do ângulo social, índices econômicos e indicadores sociais têm de ser proporcionais, caso contrário não há sustentabilidade”, comentou.

Sobre inovação, tema intrínseco às práticas de excelência de gestão, Irani Varella disse ser um dos pilares da sustentabilidade. Disse ainda, que inovação requer primeiro saber o como fazer. “A inovação é estimulada pelo desconhecido, assim, só cresço se me comunico com os diferentes”, comentou. 

 Sérgio Queiroz, da FNQ e Noé Vieira dos Santos, do MPC falaram sobre os critérios de qualidade utilizados pelos prêmios coordenados pelo IBQP, em especial o Prêmio Paranaense da Qualidade em Gestão (PPQG).