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Uma alternativa para melhorar a produtividade das empresas As empresas não podem mais pensar em pessoal apenas como planejamento financeiro quando se trata de conservar seu capital humano, especialmente os profissionais de maior qualificação. Na opinião de Renato Follador, consultor em Previdência, comentarista da Rádio CBN e ex-secretário da Previdência do Paraná, “os empresários têm que começar a pensar nos benefícios previdenciários a serem oferecidos, pois o trabalhador que tem assegurada a manutenção de seu padrão de vida na aposentadoria trabalha tranqüilo e produz mais”. Previdência e Produtividade foi o enfoque do Manhã Produtiva promovido pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) realizado em fevereiro, que teve como convidados para discutir o tema, Renato Follador e Silvio Rangel Silveira, superintendente da Fundação Itaipu/BR de Previdência e Assistência Social. Alternativa empresarial Como previdência é um problema para o qual todos os países buscam alternativas, e o Brasil não é diferente, Silvio Rangel, diretor da Associação de Fundos de Pensão do Paraná superintendente Fundação Itaipu/BR de Previdência e Assistência Social (Fibra), apresentou uma opção aos empresários. Segundo ele, “do ponto de vista empresarial, a tendência é que as empresas incorporem um plano de previdência em suas políticas de RH, pois essa é mais forma de incluir e reter recursos humanos”. Os fundos de pensão também são hoje um instrumento que pode alavancar o desenvolvimento econômico do país, pois vêm crescendo a cada dia. A adesão maior tem sido registrada em países de economias desenvolvidas. Comparando-se ao PIB, na Suíça o crescimento é de 112% e na Holanda 106%. No Brasil o índice é de 18%, sendo mais de 1000 as empresas patrocinadoras dos fundos. “A maior parte delas são privadas, pois além da retenção de talentos, também interfere na opção por um emprego”, explica Rangel. Ele também compara a previdência ao desenvolvimento sustentável, pois “se não é sustentável não é previdência”. Antigamente só grandes organizações tinham fundos, era um empreendimento caro, inacessível às empresas de médio porte. Mas com a criação dos fundos multipatrocinados isso mudou e tornou-se barato para o contribuinte, comentou Renato Follador. Hoje existem milhares de patrocinadores e planos, qualquer instituição classista pode ter um fundo de pensão ou de previdência. Mas os dois especialistas alertam, todo fundo precisa de “blindagem” jurídica e de boa administração, já que é um investimento de longo e médio prazo, e deve contar com a participação da gestão das empresas e com conselhos. No caso da Fibra da Itaipu/BR, o sistema é fechado, subordinado ao Ministério da Previdência, e conta com a adesão de 90% dos funcionários, embora a opção pelo plano seja facultativa. A contribuição do funcionário é de 10% e da empresa de 14%. É o segundo maior fundo do Paraná, o primeiro é o da Copel. Sistemas existentes Follador comentou ainda, que o Brasil vem perdendo a capacidade de investimento, “o dinheiro arrecadado está indo para cobrir o furo da previdência”. A arrecadação está aquém dos gastos e o déficit crescendo. Em 2004 o governo destinava R$ 198,9 para saúde, educação e justiça, e R$ 206,1 para a previdência social. São valores desproporcionais ao crescimento da taxa de investimentos, capital humano (qualidade de ensino) e produtividade. Questionado sobre as soluções para o problema, Follador disse que o país precisa é de reformas, pois o financiamento da seguridade social – assistência social, saúde e previdência – foi misturado com a previdência, o que considera injusto. No seu entender, a solução seria aumentar a contribuição ou diminuir os benefícios; determinar idade mínima para a aposentadoria e modificar a forma de tributação. Outra hipótese seria perpetuar a CPMF, mas só para atender os programas de assistência social para população com renda de até um salário mínimo. “Assim, quem tem previdência não pagaria CPMF, este seria abatido no Imposto de Renda”, diz. Mas estas soluções são hipotéticas, e como no Brasil o sistema previdenciário é obrigatório, “a alternativa seria o sistema previdenciário complementar voluntário, que pode ser fechado (fundos de pensão) ou aberto (por meio de bancos ou seguradoras). Os Fundos de Pensão, por exemplo, têm atraído empresas como a Perdigão, Ambev, Embraer, shoppings center, resorts, entre outras. “Mas para optar por um sistema privado, tanto as pessoas como os empresários precisam conhecer as alternativas existentes para poder fazer uma boa escolha”, diz Renato Follador. |
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