abril 8, 2016Comments Closed

Talvez seu próximo emprego exija domínio de videogames

Posted by:admin onabril 8, 2016

Muitos pais ainda não se deram conta de que a brincadeira virou coisa séria. Chegamos a um estágio em que os melhores jogadores de videogame são considerados atletas de alto rendimento (nos dois sentidos) e tornarem-se Cyber atletas ou Pro Gamers. Além de profissionais bem remunerados, são verdadeiras celebridades. As 100 maiores estrelas globais do e-sport hoje chegam a faturar em premiações de torneios mais de US$ 100 mil por ano, sem contar os ganhos com patrocínios e visualizações de vídeos. O coreano Lee Jae Dong faturou US$ 520 mil em 2015 só em prêmios. As etapas finais dos principais campeonatos são megaproduções que lotam arenas como Wembley e o Madison Square Garden e são acompanhadas on line por milhões de fanáticos espectadores de todo o mundo.

Mas não adianta iludir-se, entrar para o hall da fama dos gamers é algo para pouquíssimos. A novidade é que os pais já podem relaxar, pois as horas a fio dedicadas por seu filho ao videogame não terá sido em vão.  As cyber abilities que eles estão desenvolvendo não serão desperdiçadas. Muito pelo contrário. No Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) enxergamos os videogames como ferramentas eficientes de aprimoramento da produtividade.

Isso porque os praticantes de videogame desenvolvem um amplo conjunto de habilidades cada vez mais valorizadas pelo universo corporativo, como: rapidez em interpretar cenários, tomar decisões complexas, monitorar e integrar dados multissensoriais e foco absoluto. Tudo pode alterar-se em frações de segundo. Os ambientes são mais complexos que a realidade. Esses gamers são submetidos a estresse constante e desafios com grau de dificuldade crescente. Comparativamente ao ambiente extremo simulado pelos jogos mais avançados, o dia a dia das organizações mais se parece com brincadeira de criança.

A tecnologia embarcada nos dispositivos que utilizamos nos ambientes de trabalho, seja ele qual for, cresce em ritmo acelerado. O domínio do universo digital já deixou de ser um diferencial e passou à condição de pré-requisito nos processos seletivos para a maioria das atividades profissionais. A lógica da “gamificação” é hoje largamente aplicada em ações de engajamento e relacionamento por empresas e governos e sua eficácia deve-se às técnicas motivacionais (conscientes e subconscientes) típicas dos games, capazes de gerar um ciclo motivacional irresistível baseado em elementos de Interatividade, Desafio, Cooperação, Competição, Recompensa e Progressividade.

Para que nossos filhos possam melhor assimilar o modus operandi do universo dos dispositivos eletrônicos é preciso que eles sintonizem a eles suas interfaces cerebrais, gerando conexões cyber-neurais. Quanto mais cedo o processo for deflagrado, mais diversificadas e consistentes serão as sinapses cerebrais, tornando o aprendizado de novas tecnologias cada vez mais fácil e intuitivo. O presidente executivo do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Sandro Vieira, afirma que “o perfil do novo profissional é o dos jovens talentos globalizados que nascem e crescem como nativos digitais”. Alguém duvida?

A prática de videogames desenvolve habilidades que gerarão um aumento expressivo da produtividade individual no futuro, com impacto positivo nas perspectivas de emprego e remuneração. Videogames também são muito úteis para desestressar, graças às suas dimensões lúdica, alegórica e abstrata. Mais que tudo, videogames multiplicam a formação de sinapses e aprimoram funções mentais importantes para a produtividade: memória, percepção visual, concentração, autocontrole, priorização, resiliência, persistência e autossuperação. Jogos multiplayer são excelentes para fomentar o espírito de equipe e valores como solidariedade e a corresponsabilidade.

Não podemos, é claro, desconsiderar a improdutividade imediata ocasionada pela prática excessiva e descontrolada de videogames em detrimento de outras obrigações. Há diversos outros tipos de conhecimentos, habilidades e competências igualmente necessários para se alcançar uma vida pessoal e profissional equilibrada e exitosa. Feita essa ressalva, sugiro aos pais que passem a enxergar o tempo que seus filhos dedicam hoje aos videogames como um investimento e não como desperdício. As competências Gamer que eles desenvolvem hoje serão exigidas deles nos processos seletivos de muitas carreiras promissoras e valorizadas amanhã. Portanto, na próxima vez que você for proibir seu filho de jogar videogame, pense duas vezes. É o futuro profissional dele que está em jogo.

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