junho 12, 2018Comments Closed

Cultura de inovação das startups inspira o mercado tradicional:

Posted by:admin onjunho 12, 2018

Você já parou para pensar que uma ideia sozinha, por melhor que seja, não vale nada? Produtos, serviços e negócios bem sucedidos nascem de boas ideias, mas são inúmeras as variáveis para que elas saiam do papel e, de fato, alcancem o patamar desejado. Inovar é preciso e uma mudança importante de pensamento é que essas ideias devem ter um propósito claro e focar em experiências agradáveis para o consumidor, que o levem a solucionar algo que realmente precisam. Essas foram algumas das reflexões trazidas pela Debora Canongia e Larissa Leite, da startup de mobilidade urbana On-i.bus, convidadas para conduzir o bate-papo Ei! Explore – Um mergulho no mundo startup na quinta-feira (3/5), no espaço da Ei! Comunidade de Empreendedorismo e Inovação, da Fundação Assis Chateaubriand.
A proposta do encontro foi mostrar como a cultura inovadora das startups pode ajudar pessoas, empresas e organizações do mercado tradicional a evoluir no trabalho. O evento promoveu várias conexões e troca de experiências entre empreendedores e profissionais dos setores público e privado. Segundo Debora Canongia, a cultura startup preza pela aceleração, pelo desenvolvimento do profissional de forma mais rápida. “Se ele erra rápido, acerta mais rápido ainda. No mundo startup, você tem que ter criatividade, inovação, visão de futuro e uma noção de equipe muito grande. São valores que toda empresa preza, seja ela tradicional ou nem tanto. Essa cultura pode formatar um profissional mais completo, que saiba um pouco de tudo para entender bem os processos da empresa, mas foca em alguma parte com mais ênfase, onde vai se destacar”, ressalta.

Seja um diferencial

O cenário da economia atual é de muita competitividade, observa Larissa Leite: “O mercado está muito mais acirrado, então você tem que procurar diferenciais, seja um diferencial para deixar seu colaborador mais motivado, seja um diferencial para o seu cliente. A gente precisa inovar e buscar novas soluções.” Larissa reforça ainda que várias pesquisas mostram que a economia criativa está crescendo muito no Brasil e Brasília vem se destacando com isso. “A gente precisa pensar não só em novos modelos de negócio, mas como está a gestão da minha empresa, como eu trabalho com o meu time, como é o ambiente da minha empresa. São vários detalhes em que é preciso pensar para que essa crise na economia ou meu concorrente não me devorem.”
Entre as dicas trazidas por Debora e Larissa para que se implante essa cultura de inovação, estão propiciar um ambiente de trabalho agradável e que inspire criatividade, ter uma equipe multidisciplinar e liderança horizontal, valorizar a colaboração, ouvir ideias de pessoas com diferentes perfis, escutar o que o público tem a dizer sobre o produto ou serviço, buscar processos ágeis, não ter medo de errar, além de se capacitar continuamente e buscar conhecimentos em diversos setores.

Inspiração bem-vinda

Quem saiu inspirada do encontro foi Letícia Rodrigues, 22 anos, funcionária do setor privado, membro de uma organização da sociedade civil e apaixonada pelo empreendedorismo. Ela pensa em criar futuramente uma consultoria com foco em sustentabilidade coorporativa. “Foi fantástico. A gente teve vários momentos de conversar com as pessoas, apresentar nossas ideias, validar e aprender com outras ideias diferentes”, disse. “Percebi que vou começar com uma ideia minha, mas no final, quando for entregar meu produto, não vai ser mais algo meu, mas algo da comunidade, que eu desenvolvi para o mundo. Acho que, quando eu estiver nesse nível, terei chegado no ponto de apresentar uma proposta e solucionar uma dor do mercado.”
O funcionário público Sandro Santana, 44, pensa em deixar o serviço público e encarar novos desafios no empreendedorismo. Para isso, quis conhecer melhor como funcionam as startups. Já a empreendedora Beatriz Tostes, 50, está focando no ramo de decoração de festas infantis e também sente a necessidade de inovar. Outro que vem procurando novas possibilidades empreendedoras é o arquiteto Max Martins, 32.
Aos 69 anos, Sérgio Furtado está empreendendo e em busca de novos caminhos, com a criação de um aplicativo de vendas, ainda no âmbito das ideias. “Estou numa nova fase da vida e vim até aqui para escutar. Verifiquei que a experiência que estou tendo é parecida com a que outras pessoas estão passando. Isso me enriquece porque mostra que pode ser um caminho de êxito.”
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/05/04/internas_economia,678506/cultura-de-inovacao-das-startups-inspira-o-mercado-tradicional.shtml

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